Blackcoat’s daughter (2015) *** 1/2

Posted in Demonio, Ritual with tags , , , , , , on 01/09/2017 by sergioasr

MV5BMTkyNDQxNzI3NV5BMl5BanBnXkFtZTgwMzM4NjU3NjE@._V1_SX1777_CR0,0,1777,999_AL_Bons filmes de terror nem sempre precisam de invenções mirabolantes ou orçamentos robustos. Aliás, simplicidade no roteiro e uma boa dose de criatividades nas soluções visuais muitas vezes resultam em obras de impacto. Este é o caso de Blackcoat’s daughter (originalmente chamado de February, por causa do mês em que se passa a história), filme com roteiro e direção (estreando) de Oz Perkins.

Uma personagem possuída, aterrorizada ou desequilibrada psicologicamente? Não importa, o que importa é que o filme consegue entregar bons minutos de tensão, marcados por cenas de impacto, tanto no conteúdo quanto na estética. Uma opção importante na escolha do elenco gera um questionamento justo, mas nada que comprometa o crédito da história.

Kat (bela atuação de Kiernan Shipka) é uma estudante em um tipo de colégio interno para garotas no norte dos EUA. Durante um recesso nas aulas, no inverno, ela aguarda que os pais em uma escola já praticamente vazia. Atormentada por visões de uma presença demoníaca, ela começa a se comportar de forma estranha e totalmente desequilibrada.

A partir daí o filme acelera e tem um desfecho relativamente surpreendente. As poucas cenas de violência e “manifestação” do mal recompensam a lentidão proposital do restante da obra.

Stake Land (2010) ****

Posted in Pós-apocalipse, Vampiros, Viagem on 28/12/2011 by sergioasr

Em Stake Land, um garoto narra a sua fuga para o Canadá acompanhado pelo seu salvador misterioso em um mundo pós-apocalíptico e aterrorizado por vampiros. O filme segue a lógica do “menos explicação, mais terror” e, por isso, não deixa claro o que aconteceu com o mundo e nem de onde os vampiros vieram. O cenário desse road movie é marcado por violência, religião e curtas relações desenvolvidas pelos personagens para tentar recuperar algo de uma vida normal.

Dizem que tudo é uma questão de expectativas. E, em relação a isso, os primeiros minutos cumpre muito bem o seu objetivo de ir direto ao ponto e causar o impacto inicial. Não há prólogo. Somos jogados de cara no meio da estória. Porém, o que é rapidamente conquistado é colocado em risco quando um dos personagens principais é caracterizado como uma mistura de Steven Seagal e Richard Gere, deixando a impressão que o terror não será o único motivo para se desviar o olhar durante o filme. As cenas de treinamento, algo como um tai chi chuan com estaca, por exemplo, são altamente desnecessárias.

Mas as coisas não vão tão mal assim. O lado artes marciais bonachão é, ainda bem, minimizado na maior parto do tempo e dá espaço para boas atuações dos personagens em fuga. O teor das cenas de violência caminha bem no limiar entre o choque e o padrão comumente aceitável para o gênero. Não há exageros e nem banalização: as poucas cenas marcantes são o suficiente para manter toda a tensão até os últimos minutos. O cenário é realmente bem construído com elementos como cidades devastadas, florestas como refúgio, rednecks no comando, gangues lutando pelo que sobrou da civilização e os outros sobreviventes buscando por uma salvação distante… Ok, tirando os vampiros, é bem provável que The Road venha a sua cabeça. E, assim como este, embora não tão bem quanto, Stake Land consegue retratar uma relação interessante entre adulto e criança, protetor e vítima, ao longo de uma viagem que parece ser impossível de ser bem sucedida.

Como últimos destaques vale a pena citar, por razões distintas, a maquiagem e a trilha sonora. A primeira, por pouco, não coloca tudo a perder. Os vampiros têm uma importância grande no filme, apesar de menor do que o esperado. Sabendo disso, é realmente importante que eles sejam mais do que malucos de uma banda cover de Kiss com a cara coberta de sangue após uma noite de bebedeira. A última é uma prova de como, quando bem pensada, a trilha pode colocar em outro patamar um simples road movie sobre vampiros e o fim do mundo.

The House of the Devil (2009) ** 1/2

Posted in Demonio, Ritual on 18/12/2011 by sergioasr

Samantha é uma jovem universitária desesperada com suas contas. Tão desesperada que ela está disposta a aceitar um trabalho muito suspeito como babá. Por “suspeito” entenda-se cuidar de uma senhora de idade em uma casa antiga, no meio do nada, habitada por um casal de estrangeiros estranhos, em uma noite de eclipse.

Talvez pior do que um filme de terror ruim é um que poderia ter sido bom se não fosse por desleixo e preguiça. E você não pode ser preguiçoso quando tem em mãos uma história tão batida sobre uma babá, uma casal misterioso, uma casa no meio do nada, um ritual e o demônio. Como diretor e roteirista de The House of the Devil, Ti West tinha que dar um pouco mais de sangue.

The House of the Devil não entrega o que promete. A ação demora para acontecer, e quando acontece, praticamente não há nenhum aperitivo antes do prato principal. As oportunidades de suspense são desperdiçadas e as insinuações de terror são rapidamente dissipadas. E assim, sem vigor, o filme caminha a maior parte do tempo, contrastado com atuações acima da média de uma novata Jocelin Donahue e um experiente Tom Noonan. Aliás, os dois protagonistas são os responsáveis por o filme não morrer antes da hora. Portanto, a culpa é toda sua Tim West.

Ambientado e com diversas referências estéticas aos anos 80, o roteiro possui falhas clamorosas em relação aos papéis e como eles se encaixam na história. Quem era o segundo homem na casa? Como ele sabia que a amiga da protagonista estacionaria no cemitério para um cigarro? Por que o casal saiu da casa e retornou, se o cenário já estava pronto e eles estavam absolutamente no meio do nada? Não se deve sempre esperar histórias mirabolantes e, ao mesmo tempo, verossímeis: filmes do gênero têm a liberdade de deixar muito por explicar. Mas o limite entre um bom filme de terror e uma piada da Sessão da Tarde costuma ser definido por alguns cuidados básicos.

Offspring (2009) ***

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , on 03/08/2010 by mariana

Vários filmes já foram feitos sobre canibais; alguns moram em fazendas, outros no meio de florestas… Em Offspring, uma tribo de canibais (incluindo crianças) habita cavernas provisoriamente ao redor de uma cidadezinha do Maine (EUA), e atacam residências próximas, comem seus proprietários e roubam bebês de colo. Sobre a aparência, se vestem de acordo com o velho estilo canibal de ser e não penteiam os cabelos.

Depois de um assassinato e esquartejamento brutal de um casal e do roubo de seu bebê, um xerife aposentado é convocado por seus ex-colegas para investigar o crime. Desconfiado dos canibais, a força policial inteira começa uma varredura nas matas locais. Enquanto isso, outro casal, recebe a visita de uma amiga recém-divorciada e de seus dois filhos, um garotinho de uns 7 anos e um neném de colo.

Assustados com um telefonema do violento ex-marido da amiga – dizendo estar à caminho da residência – são surpreendidos por uma visita ainda mais aterradora. Sem muita cerimônia, os selvagens invadem a casa, atacam os moradores e procuram o bebê. Muitos personagens sofrem mortes terríveis e muito sangue é apresentado na tela.

Offspring é a adaptação do romance homônimo de Jack Ketchum – sequência de seu debut Off Season (cuja produção está em desenvolvimento) – e o primeiro roteiro para cinema do autor. Este filme tem uma temática um pouco diferente das outras obras filmadas; já que canibalismo praticado por um clã selvagem não é coisa rotineira. Infelizmente, abuso contra crianças, delinquência e assassinatos e crimes praticados por vingança são.

Apesar de algumas boas cenas de horror e suspense, no final, a qualidade geral deixa muito a desejar. As cenas são confusas e a produção transpira baixo-orçamento por todos os poros. Por um lado até que essa característica amadora funciona: dá a essa situação de violência um ar naturalista de ameaça inesperada.

Doghouse (2009) ***1/2

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , , on 31/07/2010 by mariana

Recém divorciado, Vince é compelido por seus amigos – que também passam por complicações em relacionamentos amorosos – a passar um fim de semana no interior de Londres a fim de afogar as mágoas. Ao chegarem, os rapazes são surpreendidos por um vilarejo morto e, ironicamente, por mulheres zumbificadas extremamente ameaçadoras.

Impossível não comparar Doghouse com ‘Shaun of the Dead’, já que ambos são filmes ingleses que misturam mortos-vivos e comédia de maneira ágil e divertida. Os heróis, infelizmente, não são nenhum Simon Pegg ou Nick Frost e o destaque fica por conta das mulheres-zumbis cheias de estilo e sede de sangue.

Doghouse, portanto, é a tentativa de superação de Vince e a luta dele e de seus amigos, pela sobrevivência. O filme é bem dirigido, os efeitos são caprichados e o roteiro não deixa de ser divertido apesar de ser baseado em uma piada só. ‘Shaun of the Dead’ continua no topo e há de permanecer lá por muito tempo.

iMurders (2008) 1/2

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , , on 04/06/2010 by mariana

Está aí um filme ruim do início ao fim. Sem brincadeira! iMurders começa com uma abertura chatíssima de 6 minutos (!) e termina com uma música péssima, aparentemente cantada por um moleque de 16 anos drogado. O filme conta a estória de alguns colegas de FaceSpace (que criativo!), que são assinados, um a um, no conforto de seus respectivos lares. A mocinha – lá depois de 2/3 da película – desconfia que pode ser a próxima vítima do assassino misterioso. Algumas tramas envolvendo fatos do passado de alguns personagens são mostradas em flashback, para mais constrangimento, principalmente a cena da moça no psiquiatra.

Os diálogos são paupérrimos, as atuações são miseráveis, a escolha do elenco é uma vergonha. Tony Todd deve estar em situação financeira muito difícil para ter aceito participar deste filme; mas, graças a ele, o filme não recebe nota zero. Ele interpreta um policial, e a voz e a apresentação do grandalhão é (quase) sempre interessante. Até que é engraçado ver ele com a parceira policial, da metade do tamanho dele.

Voltando à mocinha, ela se muda para um novo apartamento no início do filme. Faz amizade com a síndica do prédio e fica se oferecendo meio-que-discretamente ao vizinho bonitão (?). Não entendi se ela participa do chat do FaceSpace porque acha que aquilo é um trabalho, uma diversão ou um vício. Os outros membros são tão sem graça quanto ela: um professor de meia-idade que se acha gostosão, uma atendente de sex-fone, uma mulher com uma cicatriz no rosto, um criador de efeitos-especiais e poucos outros mais insignificantes ainda, que já nem me lembro mais.

A tentativa de dar um clima “nem todos são o que aparentam ser” (de filmes noirs) para indivíduos bobos e fracassados do tal FaceSpace deixa o negócio ainda mais ridículo.

O uso da trilha incidental é tão mal-feito que lembra esquetes grosseiras quando tiram sarro de filmes de terror e suspense. As mortes e o desfecho final (onde se descobre quem é o assassino) são no “estilo Saw”, só que, aparentemente, o baixo orçamento não permitiu que contratassem um editor decente. Concluindo, parece ser um filme feito diretamente para a TV,  só que é muito pior. Fique longe!

Calvaire (2004) ***1/2

Posted in Uncategorized with tags , , , on 29/05/2010 by sergioasr

O filme (conhecido também como The Ordeal) dirigido pelo belga  Fabrice Du Welz conta o episódio angustiante pelo qual passa o cantor amador Marc Stevens ao buscar breve abrigo em uma pequena pousada no interior da Bélgica.

Com o furgão estragado no meio do nada, Marc, sem outra saída, pede ajuda a qualquer estranho que aparece. E estranhos são exatamente todos que aparecem. Tanto o dono da pousada na qual se hospeda quanto os moradores da vila vizinha querem transformar a estadia do visitante em um verdadeiro calvário.

Se o roteiro não guarda nenhuma boa surpresa, os personagens são muito bem construídos e caracterizados. Uma das melhores cenas traduz o choque do bizarro. Mais do que simplesmente bizarros e grotescos, os personagens convencem e perturbam, mesmo alguém que não é fã de histórias baseadas em tortura e sofrimento.

Cabin Fever : Spring Fever (2009) ***

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags on 28/05/2010 by mariana

A vilã de Cabin Fever é uma bactéria contagiosa que mata suas vítimas aos poucos, devorando a carne humana. Enquanto no primeiro filme, o tom era mais sombrio e a ação delimitada a uma cabana isolada, em Cabin Fever 2: Spring Fever a doença se espalha por uma cidadezinha próxima e o humor negro é substituído por comédia pastelão, onde o único atrativo são as imagens nojentas de pessoas “derretendo”.

Os personagens centrais são dois amigos estudantes do secundário e o alvo romântico de um deles. Cheios de expectativas em relação ao baile de formatura a ser realizado naquela mesma noite, não se dão conta de que uma infecção se espalha pelo colégio e pelas imediações. O único que associa alguns acontecimentos isolados é um policial da cidade; mas abobalhado e negligente, ele só serve como liga entre o primeiro filme, o início da nova epidemia e o ápice da desgraça que estraga a noite dos formandos.

Cabin Fever 2 é dirigido por Ti West, mas não possui elementos que deixaram os seus outros filmes pessoais e interessantes. Os efeitos especiais variam entre os bem feitos e os toscos sem noção, e ignoram completamente a existência do bom gosto: é um festival de nojeiras, algumas até chocantes. Influenciado pelo estilo do Evil Dead e Braindead, o filme não tem muita originalidade; é diversão passageira, que deve ser apreciada com o estômago vazio.

Spider Baby (1968) ****

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , on 24/05/2010 by mariana

Spider Baby or, The Maddest Story Ever Told tem o seu charme por ser inocentemente cruel (ou maliciosamente ingênuo) de um jeito cartunesco e extremamente pop. A violência não é explícita, mas as cenas de morte são memoráveis: bem coreografadas e editadas. O mérito vai quase todo para Jill Banner, que além de muito bonita é graciosa e expressiva.

A trama é sobre três jovens que vivem sob a tutela do tio Bruno (Lon Chaney Jr.), e sofrem de uma doença de família, que faz com que hajam como crianças perversas. Ameaçados pela perda do lar e da separação do tio, por alguns parentes que desejam tomar posse da fazenda onde moram, os três começam a ficar mais fora de controle.

Rob Zombie tirou daí sua inspiração para a família Firefly de The House of 1000 Corpses e The Devil’s Rejects e ainda emprestou Sig Heig e seu personagem, onde a única diferença, é que, agora crescido, fala.

The Roost (2009) ***

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , , , on 19/05/2010 by mariana

Apresentado por um anfitrião funesto – ao estilo do Tales from the Crypt -, The Roost acompanha a noite de desventuras de quatro amigos a caminho de uma festa de casamento. O carro quebra como sempre em uma região afastada e os jovens vão procurar ajuda em uma fazenda. A má sorte os acompanha e traz consigo morcegos vampiros, zumbis e outros tipos de desgraças.

O jovem diretor Ti West consegue fazer um filme divertido com um orçamento aparentemente muito baixo. Alguns detalhes da direção, do trabalho de câmera e a trilha incidental (talvez a melhor coisa do filme), mesmo não sendo novidades, dão ao filme independente uma finalização mais rebuscada do que outras produções similares.

A maior parte do filme se passa dentro de um celeiro e os sustos são bem administrados. Mas nem tudo são flores, os pontos fracos são a lentidão da primeira metade e o amadorismo dos atores; mas isso pode ser suportado com um pouco de paciência e disposição para este tipo de filme.

The Horseman (2008) ***1/2

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , on 16/05/2010 by mariana

Filmes sobre vingança são sempre tristes, porque apesar de todos os esforços para buscar a justiça, a tragédia inicial não pode ser desfeita nem, em muitos caos, ao menos amenizada.  Aqui o protagonista é Christian, que pouco após perder a filha adolescente em uma overdose de drogas, recebe, anonimamente, um filme pornô de quinta categoria, estrelado pela garota, aparentemente fora de si.

Desesperado, ele parte em seu furgão de exterminador (de insetos) à procura dos homens que ele considera responsáveis pela corrupção e morte de sua filha. Pelo caminho, ele encontra uma jovem moça pedindo carona, que desperta o seu instinto paternal, e mesmo balançado pela possibilidade de se redimir de uma maneira diferente, os flashes dos recentes encontros – regados com muito sangue – com os participantes do vídeo, compelem Christian a não desistir de sua vingança.

The Horseman é um Kill Bill ou Oldboy sem firulas, com violência explícita e realista. Lembra mais o Dead Man’s Shoes, só que ainda mais sério, já que Christian está longe de ser imbatível e se mostra sensível em vários momentos. Alguns dos embates e o final possuem desfechos em aberto e isso enriquece a perspectiva do protagonista. Com um clima angustiante e bem dirigido, The Horseman é um filme de respeito para quem se interessa pelo tema.

Tenebre (1982) ****

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , on 07/05/2010 by mariana

“Tenebre é uma novela sobre a perversão humana e o seu efeito na sociedade”. Isso é dito sobre o livro que o autor Peter Neil recentemente lançou e que agora parece estar inspirando um assassino na vida real. Já o filme Tenebre é o giallo de Dario Argento que eu mais gostei. Tem tudo o que você espera de um filme do tipo, além da ótima trilha sonora composta pelo grupo Goblin. Não é tão violento quanto alguns outros filmes do diretor, mas as morte são bem elaboradas e a trama é convincente.

Quase todos os personagens são cínicos e arrogantes, é difícil identificar o matador. Somos apresentados apenas a uma figura na penumbra e a close-ups de sua mão enluvada e ameaçadora em posição de ataque segurando uma navalha ou um machado. As três primeiras mortes são precedidas por um clima de suspense, as seguintes são inesperadas e ríspidas.

As pistas, o desenvolvimento dos personagens, a investigação da polícia e do escritor e as mortes estão bem balanceadas e é instigante acompanhar a trama. Enfim, o diretor está em ótima forma, com pleno domínio da técnica. Para quem sabe sobre o que eu estou falando e gosta de giallos, o filme é praticamente uma obra prima. Para quem tem interesse em  moda e ambientações, o estilo oitentista é retratado com todo o seu esplendor brega.

“Tenebre é uma novela sobre a perversão humana e o seu efeito na sociedade”. Isso é dito sobre o livro que o autor Peter Neil recentemente lançou e que agora parece estar inspirando um assassino na vida real. Já o filme Tenebre é o giallo de Dario Argento que eu mais gostei. Tem tudo o que você espera de um filme do tipo, além da ótima trilha sonora composta pelo grupo Goblin. Não é tão violento quanto alguns outros filmes do diretor, mas as morte são bem elaboradas e a trama é convincente.

Quase todos os personagens são cínicos e arrogantes, é difícil identificar o matador. Somos apresentados apenas a uma figura na penumbra e a close-ups de sua mão enluvada e ameaçadora em posição de ataque segurando uma navalha ou um machado. As três primeiras mortes são precedidas por um clima de suspense, as seguintes são inesperadas e ríspidas.

As pistas, o desenvolvimento dos personagens, a investigação da polícia e do escritor e as mortes estão bem balanceadas e é instigante acompanhar a trama. Enfim, o diretor está em ótima forma, com pleno domínio da técnica. Para quem sabe sobre o que eu estou falando e gosta de giallos, o filme é praticamente uma obra prima. Para quem tem interesse em  moda e ambientações, o estilo oitentista é retratado com todo o seu esplendor brega.

Rate This

Quantcast

//

It’s Alive (2008) *1/2

Publicado 30/09/2009 r Deixar um Comentário Editar
Tags:, ,

vlcsnap-556730

Sabe quando você tem aquele pressentimento de que o filme vai ser uma porcaria e mesmo assim você o assiste? Aconteceu isso comigo e esse It’s Alive. Refilmagem do filme homônimo de 1974, dirigido por Larry Cohen (The Stuff – adoroo), que já não era grande coisa, mas tinha seu charme, o novo filme é completamente sonolento e sem propósito. Produções cinematográficas que envolvem crianças assassinas — neste caso um bebê de colo — já são sinistras por natureza, ainda mais quando os meliantes infantis usam da inocência e vulnerabilidade características da idade para dissimular as intenções perversas que guardam no coração.

Em I’ts Alive, quase não existe interação entre mãe e bebê e são muito poucas as cenas que mostram a criança, sendo que a fisionomia e as proporções mudam de acordo com a boa vontade da equipe de efeitos-especiais. Na cena do parto, por exemplo, a criança parece o filho do capeta, mas o médico faz uma cara “está tudo bem” e, em seguida acontece um banho de sangue, que até parece interessante, mas muito pouco é revelado. Logo após, o bebê aparece novamente como uma criança normal. Só vemos a criaturinha novamente perto do fim, mas ao invés de dar medo, dá sim vergonha de ter assistido o filme.

**Contém Revelações** Os minutos vão passando e a mãe, aos poucos, começa a ter uns flashbacks do que aconteceu na sala de cirurgia e  a notar que seu filho é um assassino de gatos, pombos, ratos e coelho. Não fica muito claro se ele mata por matar, para proteger a mãe ou para se alimentar de sangue. Quando extermina toda a fauna local, o neném-monstro começa a matar os estranhos que se aproximam da casa e a mãe a esconder as travessuras do menino.

O marido é um insosso, que não se abala com nada. Ele encara o massacre no hospital, a revelação de que a mulher tentou abortar o filho deles, que tem uns corpos escondidos no sótão e que o bebê é uma aberração com uma naturalidade zen digna de Buda. No confronto final com a criaturinha, ele faz uma cara de sofrimento forçada demais, já que encarou tudo o que aconteceu antes numa boa e passou quase o filme inteiro apenas acenando para o filho no berço. O moço tem um irmãozinho com paralisia nas pernas, que não fede nem cheira, apenas serve para ser o primeiro a desconfiar que a criança não é muito convencional.

Este filme quase não tem mérito nenhum; além de que a atriz principal tem uma voz irritante, os efeitos são uma porcaria, as personagens são chatas e a direção é preguiçosa e sem inspiração. A única cena divertida é quando uma pessoa tem a cabeça atravessada pela mãozinha (pequena demais, dã?) do bebê. Grace, que tem o tema parecido, é muito bom, se comparado com este. Infinitamente melhor.

Rate This

Quantcast

//

The Hills Run Red (2009) ***

Publicado 30/09/2009 r Deixar um Comentário Editar
Tags:, ,

vlcsnap-382572

Mais um no estilo Cannibal Holocaust e The Blair Witch Project, só que dessa vez sem canibais ou bruxas, mas, infelizmente, com um assassino grandalhão mascarado semi-retardado, que gosta de caçar jovens burros que se metem aonde não foram chamados. A boa nova é que só parte do filme é em primeira pessoa; a maioria das cenas é convencional ou um filme dentro do filme.

Um cara obcecado por um filme maldito (chamado The Hills Run Red), que sumiu do mapa, resolve ir atrás de algumas pistas e fazer um documentário sobre a obra. Para isso, ele encontra a filha do diretor do tal filme, tira ela do mundo das drogas e da prostituição e a convoca para embrenharem-se na mata, juntamente com sua namorada e seu melhor amigo. Depois de muitos peitos soltos, traição da namorada com o amigo, a turma toda segue viagem. No caminho, passam por um posto de gasolina (como em todos os filmes do gênero) e encontram velhos doidos e caipiras arruaceiros. Chegando ao tal lugar onde o filme foi feito aparece o Jason da estória e começam as correrias, os gritos e o sangue jorrando. Aí vira um slasher convencional, até se depararem com a verdadeira história por trás da famigerada película, que ainda não terminou de ser rodada…

O filme tem umas alfinetadas boas (como a sobre o torture porn), tenta dar umas reviravoltas (algumas mal-sucedidas, já que são furadas) e acrescenta umas mortes sangrentas retiradas do filme antigo; mas no fim, nada muito original ou realista. As personagens são sem-graça e as atuações toleráveis. É uma homenagem ou cópia de várias coisas que já foram feitas antes. Não é ruim, nem muito tedioso (apenas 81 minutos de duração), mas está longe de ser bom.

Rate This

Quantcast

//

Trick ‘r Treat (2008) ***1/2

Publicado 29/09/2009 r Deixar um Comentário Editar
Tags:, ,

vlcsnap-112222

Trick ‘r Treat é o tipo de filme de terror colorido e bonitinho, que eu adoraria ter visto quando tinha 10 anos. Lembra um pouco Creepshow, com seus pequenos contos de onde se tira uma moral no final. Neste caso, as estória não são lineares e delimitadas;  mas sim entrecortadas e unidas no final. Tudo se passa em uma noite de Halloween em uma pequena cidade americana: várias personagens têm os seus planos de diversão para a festa, mas são surpreendidos por mitos e lendas urbanas que se tornam realidade.

Apesar da maioria dos desfechos ser previsível, existe o suspense e algumas pequenas surpresas agradáveis. A edição e a direção de arte são muito boas: as cores alegres e a inocência dos belos cenários contrastam perfeitamente com cenas um pouco sangrentas e assustadoras. É um mundo divertido e encantado – parecido com o de Tim Burton -, mas que poderia ser mais complexo e sinistro.

Rate This

Quantcast

//

Uhu, top 20 filmes de terror da primeira década do século XXI

Publicado 23/09/2009 r Deixar um Comentário Editar

  1. Rota da morte (Dead End – Jean-Baptiste Andrea & Fabrice Canepa, 2003)
  2. Mártires (Martyrs – Pascal Laugier, 2008)
  3. [Rec] ([Rec] – Jaume Balagueró & Paco Plaza, 2007)
  4. A invasora (À l’intérieur / Inside – Alexandre Bustillo & Julien Maury, 2007)
  5. Extermínio (28 Days Later… – Danny Boyle, 2002)
  6. Ichi – O assassino (Ichi the Killer / Koroshiya 1 –Takashi Miike, 2001)
  7. Todo mundo quase morto (Shaun of the Dead – Edgar Wright, 2004)
  8. O sinal (The Signal – David Bruckner & Dan Bush & Jacob Gentry, 2007)
  9. Carro a sangue (Blood Car – Alex Orr, 2007)
  10. O pacto (Suicide Club / Josatsu Saakuru – Sion Sono, 2002)
  11. Tudo por ela (All the Boys Love Mandy Lane – Jonathan Levine, 2006)
  12. O último trem (The Midnight Meat Train – Ryuhei Kitamura, 2008)
  13. Marebito – Seres estranhos (Marebito / A Strange from Afar – Takashi Shimizu, 2004)
  14. Olhos da morte (Love Object – Robert Parigi, 2003)
  15. Deixe ela entrar (Låt den rätte komma in / Let the Right One In – Tomas Alfredson, 2008)
  16. Hatchet (Hatchet – Adam Green, 2006)
  17. Severance (Severance – Christopher Smith, 2006)
  18. Grindhouse: Planeta terror (Planeta Terror – Robert Rodriguez, 2007)
  19. The Children (The Children – Tom Shankland, 2008)
  20. Encarnação do demônio (Encarnação do Demônio / Embodiment of Evil – José Mojica Marins, 2008)
Rate This

Quantcast

//

[REC]²

Publicado 22/09/2009 r Deixar um Comentário Editar

Poxa, mas só em 10 de fevereiro de 2010?

Rate This

Quantcast

//

Primeiro post

Publicado 21/09/2009 r Deixar um Comentário Editar

Já que eu não sei cozinhar, nem cuidar de plantas, vou tentar escrever novamente.  O gato, pelo menos, vai bem,  obrigada. :D

Rate This

Quantcast

//

« Página anterior


Principais mensagens

  • Nenhuma

Calendário

maio 2010
D S T Q Q S S
« abr
1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31

Estatísticas

4

Triangle (2009) ***1/2

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , , on 05/05/2010 by mariana

O diretor inglês Christopher Smith (quem?), apesar da pouca popularidade, é eficiente em transformar temas batidos em filmes interessantes e divertidos, que não cansam nem quando revistos múltiplas vezes. O mais conhecido deve ser Creep, de 2004, onde uma mulher fica presa em uma estação de metrô e é caçada por um violento humanóide.  Simples e direto.  Assim como Severance – humor negro de primeira classe -, que conta a viagem de colegas de trabalho a uma floresta em busca de entrosamento de equipe e terminam perseguidos e mortos.

Triangle é focado em Jess (Melissa George) e começa com um tranquilo passeio de veleiro, onde ela e uns amigos procuram passar uma tarde agradável. Subitamente, uma sinistra tempestade vira a embarcação e o grupo é socorrido por um barco imenso, que parece ter vindo do nada. Ao subirem a bordo, notam que estão sozinhos e Jess começa a ter pressentimentos de já ter estado ali antes.

Até certo ponto inspirado em lendas sobre navios fantasmas e o Triângulo das Bermudas, Triangle toma um rumo diferente assim que assume o que realmente é.  Contar mais sobre a trama é estragar a surpresa, mas vale dizer que é um quebra-cabeça que pode não encaixar todas as peças, mas consegue ser intrigante, tenso e dramático, esquizofrenicamente falando. Destaque para uma cena, quase no final do filme, chocante e surpreendente.

Lake Mungo (2008)

Posted in Uncategorized with tags , , on 02/05/2010 by sergioasr

Lake Mungo (2008) conta a história de uma investigação sobre a morte misteriosa de uma garota de uma cidade pequena.  O acontecimento é contado por meio de registros fotográficos e em vídeo entremeados de depoimentos dos  envolvidos na história (familiares, amigos, policiais, vizinhos, etc.)

O estilo falso documentário teoricamente tem muitas características para dar certo quando se fala do gênero  terror. Teoricamente. Todo mundo vai lembrar e citar sempre A Bruxa de Blair (1999) como referência positiva. De lá pra cá, muita coisa foi tentada. Quase nada deu certo.

No caso de Lake Mungo, o que não funciona é principalmente o roteiro  confuso e os personagens , que deixam de convencer a partir da metade do filme.  Para uma obra que quer passar a impressão de realidade, essas falhas são fatais.

It’s Alive (2008) *1/2

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , on 01/05/2010 by mariana

Sabe quando você tem aquele pressentimento de que o filme vai ser uma porcaria e mesmo assim você o assiste? Aconteceu isso comigo e esse It’s Alive. Refilmagem do filme homônimo de 1974, dirigido por Larry Cohen (The Stuff – adoroo), que já não era grande coisa, mas tinha seu charme, o novo filme é completamente sonolento e sem propósito. Produções cinematográficas que envolvem crianças assassinas — neste caso um bebê de colo — já são sinistras por natureza, ainda mais quando os meliantes infantis usam da inocência e vulnerabilidade características da idade para dissimular as intenções perversas que guardam no coração.

Em I’ts Alive, quase não existe interação entre mãe e bebê e são muito poucas as cenas que mostram a criança, sendo que a fisionomia e as proporções mudam de acordo com a boa vontade da equipe de efeitos-especiais. Na cena do parto, por exemplo, a criança parece o filho do capeta, mas o médico faz uma cara “está tudo bem” e, em seguida acontece um banho de sangue, que até parece interessante, mas muito pouco é revelado. Logo após, o bebê aparece novamente como uma criança normal. Só vemos a criaturinha novamente perto do fim, mas ao invés de dar medo, dá sim vergonha de ter assistido o filme.

**Contém Revelações** Os minutos vão passando e a mãe, aos poucos, começa a ter uns flashbacks do que aconteceu na sala de cirurgia e  a notar que seu filho é um assassino de gatos, pombos, ratos e coelho. Não fica muito claro se ele mata por matar, para proteger a mãe ou para se alimentar de sangue. Quando extermina toda a fauna local, o neném-monstro começa a matar os estranhos que se aproximam da casa e a mãe a esconder as travessuras do menino.

O marido é um insosso, que não se abala com nada. Ele encara o massacre no hospital, a revelação de que a mulher tentou abortar o filho deles, que tem uns corpos escondidos no sótão e que o bebê é uma aberração com uma naturalidade zen digna de Buda. No confronto final com a criaturinha, ele faz uma cara de sofrimento forçada demais, já que encarou tudo o que aconteceu antes numa boa e passou quase o filme inteiro apenas acenando para o filho no berço. O moço tem um irmãozinho com paralisia nas pernas, que não fede nem cheira, apenas serve para ser o primeiro a desconfiar que a criança não é muito convencional.

Este filme quase não tem mérito nenhum; além de que a atriz principal tem uma voz irritante, os efeitos são uma porcaria, as personagens são chatas e a direção é preguiçosa e sem inspiração. A única cena divertida é quando uma pessoa tem a cabeça atravessada pela mãozinha (pequena demais, dã?) do bebê. Grace, que tem o tema parecido, é muito bom, se comparado com este. Infinitamente melhor.

Legion (2010) **1/2

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , on 28/04/2010 by mariana

A idéia inicial de Legion é interessante: anjos musculosos, com grandes asas negras e armaduras medievais, a serviço de Deus contra a humanidade. Infelizmente, para complicar e tentar dar um ar de profundidade às razões da ira de Deus, da rebelião do anjo Miguel e do foco da narrativa em pessoas isoladas em um restaurante de beira de estrada, os realizadores pisam em terreno desconhecido e o filme perde grande parte da graça e do propósito.

Em 80% do tempo, os personagens estão choramingando sentimentalismos de botequim ou sendo atacados por possuídos mutantes. Os anjos, em sua glória exterminadora, só aparecem perto do final, quando a cabeça do espectador está ocupada tentando acreditar se realmente viu ou não uma velhinha aracnídea e um sorveteiro gafanhoto.

O começo a la Terminator, os vinte minutos finais  e a escolha do ator Kevin Durand (que fez o fodástico mercenário Keamy em Lost) para o papel de anjo Gabriel são o melhor que Legion pode oferecer. Enfim, não é um filme para ser levado a sério, muito pouco tem de terror ou de substância e quem não se irritar com atuações e cenários melodramáticos, pode se divertir.

The Hills Run Red (2009) ***

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , , on 26/04/2010 by mariana

Mais um no estilo Cannibal Holocaust e The Blair Witch Project, só que dessa vez sem canibais ou bruxas, mas, infelizmente, com um assassino grandalhão mascarado semi-retardado, que gosta de caçar jovens burros que se metem aonde não foram chamados. A boa nova é que só parte do filme é em primeira pessoa; a maioria das cenas é convencional ou um filme dentro do filme.

Um cara obcecado por um filme maldito (chamado The Hills Run Red), que sumiu do mapa, resolve ir atrás de algumas pistas e fazer um documentário sobre a obra. Para isso, ele encontra a filha do diretor do tal filme, tira ela do mundo das drogas e da prostituição e a convoca para embrenharem-se na mata, juntamente com sua namorada e seu melhor amigo. Depois de muitos peitos soltos, traição da namorada com o amigo, etc., a turma toda segue viagem. No caminho, passam por um posto de gasolina (como em todos os filmes do gênero) e encontram velhos doidos e caipiras arruaceiros. Chegando ao tal lugar onde o filme foi feito aparece o Jason da estória e começam as correrias, os gritos e o sangue jorrando. Aí vira um slasher convencional, até se depararem com a verdadeira história por trás da famigerada película, que ainda não terminou de ser rodada…

O filme tem umas alfinetadas boas (como a sobre o torture porn), tenta dar umas reviravoltas (algumas mal-sucedidas, já que são furadas) e acrescenta umas mortes sangrentas retiradas do filme antigo; mas no fim, nada muito original ou realista. As personagens são sem-graça e as atuações toleráveis. É uma homenagem ou cópia de várias coisas que já foram feitas antes. Não é ruim, nem muito tedioso (apenas 81 minutos de duração), mas está longe de ser bom.

The Fourth Kind (2009) **1/2

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , , on 24/04/2010 by mariana

The Fourth Kind é mais um filme em estilo de documentário, desta vez, focado em abduções alienígenas.  Milla Jovovich se apresenta, inicialmente, como a atriz encarregada do papel da Dra. Abbey na reconstituição de estranhos eventos acontecidos no Alasca, enquanto a “verdadeira” psiquiatra aparece depois sendo entrevistada e em imagens de gravações amadoras.

Depois de observar convergências em relatos de pacientes, a doutora promove sessões de hipnose, que terminam em surtos de violência e outras anormalidades. A própria Abbey, também experimenta lampejos de memória similares aos contados pelos clientes e se vê compelida a investigar os casos mais a fundo, enquanto é desacreditada pela polícia local e ajudada por colegas de profissão e especialistas.

O filme peca por apresentar um roteiro cheio de furos, com situações que beiram o ridículo, e por se levar muito a sério. As imagens de arquivo e seu conteúdo são interessantes, até certo ponto, mas são repetidas à exaustão até perderem o impacto. Não acrescenta nada de novo aos filmes-documentários, nem às estórias envolvendo extraterrestres.

Trick ‘r Treat (2008) ***1/2

Posted in Cinema, Crítica, Horror with tags , on 22/04/2010 by mariana

Trick ‘r Treat é o tipo de filme de terror colorido e bonitinho, que eu adoraria ter visto quando tinha 10 anos. Lembra um pouco Creepshow, com seus pequenos contos de onde se tira uma moral no final. Neste caso, as estória não são lineares e delimitadas;  mas sim entrecortadas e unidas no final. Tudo se passa em uma noite de Halloween em uma pequena cidade americana: vários personagens têm os seus planos de diversão para a festa, mas são surpreendidos por mitos e lendas urbanas que se tornam realidade.

Apesar da maioria dos desfechos ser previsível, existe o suspense e algumas pequenas surpresas agradáveis. A edição e a direção de arte são muito boas: as cores alegres e a inocência dos belos cenários contrastam perfeitamente com cenas um pouco sangrentas e assustadoras. É um mundo divertido e encantado – parecido com o de Tim Burton -, mas que poderia ser mais complexo e sinistro.

REC 2 (2009) ****

Posted in Crítica, Horror with tags , , on 21/04/2010 by sergioasr

A história, que começa em REC com uma equipe de televisão que vê uma reportagem se transformar em um registro de um ataque de zumbis, tem em REC 2 uma simples continuidade cronológica dos acontecimentos.

Manter o nível de qualidade nunca é uma coisa fácil. Quando o assunto é o segundo capítulo de uma história que começou bem, o público tem expectativas. Em relação ao gênero de terror isso seja talvez um pouco mais marcante. Não a toa são poucos os casos de bons filmes de terror que tem fôlego para uma boa sequência.

REC 2, ainda bem, consegue manter o nível do seu antecessor. Não foi  um trabalho difícil, bastou manter a fórmula que funcionou no primeiro:  câmera chacoalhando na mão, visão em primeira pessoa, um prédio infestado por zumbis e um tempero sobrenatural.  O  último é o principal diferencial em relação aos outros diversos filmes de zumbis lançados recentemente (personagem que só perde em popularidade no cinema atualmente para os vampiros).